domingo, 4 de setembro de 2016

A entrada nos 25!

Não sou dada a grandes festas de aniversário mas sinto que os 25 anos, a par dos 18, merecem ser comemorados e refletidos!

Aos 18 a ambição é dar uma grande festa de aniversário, convidar este mundo e o outro porque queremos mostrar que já somos grandes, que toda a gente saiba que estamos a ficar adultos. 
É uma data que fica marcada pelo pensamento "já posso", tirar a carta, votar, beber álcool e sair à noite sem ter que ocultar o cartão de cidadão e tantas outras coisas. Achamos que isso é tudo ótimo, mas considero que o fazemos de forma leviana com a inocência própria da idade. Porque tudo o que "já posso" não é um luxo, não é uma forma de gabarito, mas sim uma responsabilidade. Com o tempo vamos percebendo que a liberdade nem sempre nos agrada, eu percebi assim que saí de casa para vir morar para uma cidade diferente. "Mãe o que vais fazer para jantar?", "Mãe onde estão as minhas calças?", "Pai, leva-me a casa da minha amiga", "Mana vai-me buscar o telemóvel", "Mãe sinto-me doente faz-me um chá"; expressões que de quotidiano passam a passado. 
A entrada na fase dita adulta tem tanto de mau como de bom e considero que o segredo para vivê-la intensamente é aceitar que tudo é um processo natural, que não podemos olhar para trás mas que o caminho para a frente não precisa de ser feito a correr. Com calma e aceitação tudo se desenrola e processa da melhor forma. 

Aos 25 a ambição é outra. Olhamos à nossa volta e refletimos que não queremos toda a gente connosco. Que o círculo vai diminuindo e que esta diminuição nos rodeia das pessoas com quem realmente somos felizes, de quem realmente gostamos e confiamos. Começamos a considerar que se realmente as pessoas fazem parte da nossa vida e gostamos de as ter por perto (isso sim) são amigos, e que os restantes não passam de conhecidos com quem temos mais ou menos empatia. 
Para os amigos, mesmo amigos, temos sempre tempo, independentemente de todos os compromissos, do trabalho. Arranjamos sempre 5 minutos para mandar uma mensagem, fazer um telefonema, combinar um café ou um jantar. E mesmo quando passam semanas ou meses sem nos vermos a relação de amizade e confiança mantém-se como se falássemos todos os dias. 
Se não arranjamos tempo mas sim desculpas então não apreciamos assim tanto a companhia do outro. 

Se aos 18 nos preocupamos muito com os julgamentos e defeitos que nos apontam, aos 25 conseguimos claramente verificar quando uma pessoa nos critica de forma construtiva e com intuito de nos ensinar/ ajudar ou simplesmente é uma pessoa tóxica que nos quer afetar de forma negativa. E é dessas pessoas que nos afastamos ou aproximamos, naturalmente. 

Sinto que aos 25 estou rodeada de pessoas que todos os dias me ajudam a crescer um pouco mais, me ensinam e contribuem de forma positiva para o meu bem estar. Pessoas que me apoiam e me criticam (dão um puxão de orelhas) na hora certa, sem dó nem piedade que já não temos idade para essas coisas. 

Sinto que sou muito nova e tenho uma vida inteira pela frente, mas que tenho comigo todas as bases e suportes para que nunca me falte um sorriso na cara. 

Sinto que sou uma privilegiada por ter tido até hoje tudo o que sempre ambicionei. Uma privilegiada por ter uma família onde nunca faltou amor. Uma privilegiada por ter saúde. Uma privilegiada por ter tido possibilidade de estudar, formar-me. Uma privilegiada por ter uma casa, um carro e possibilidade de pagar as contas ao fim do mês. 
Afinal, a quantas pessoas lhe são negados estes direitos e luxos? 

É por isto que agradeço, que sou feliz. E como alguém me disse, ser feliz é uma benção. 



6 comentários:

  1. Oh Joana, que texto tão bom! Estou quaaaaase nos 25 subscrevo tudo o que disseste! :) Muitos parabéns! (E essa pavlova... <3 )

    Jiji

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  2. Está tudo dito! Muitos parabéns! Desejo-te tudo de bom! Beijinho

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  3. Aos 25, já vais bem encaminhada na vida e daqui para a frente espero que seja sempre a melhorar :) Parabéns atrasados.

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  4. Parabéns. Excelente texto e descrição.
    Beijinho

    Bimby & Sabores da Vida

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